quinta-feira, 5 de março de 2009

Patologia - Degeneração hialina (Corpúsculo de Mallory)


Os corpúsculos de Mallory são encontrados no interior dos hepatócitos sob forma de condensações grosseiras de material filamentar, eosinófilas, próximas ao núcleo da célula.

O propósito desta lâmina é demonstrar uma degeneração hialina celular, ou seja, uma alteração que torna proteínas celulares visíveis já em microscopia óptica na forma de grumos hialinos no citoplasma. Hialino que dizer semelhante a vidro e designa o aspecto homogêneo e fortemente róseo (ou eosinófilo) que assumem em um corte histológico proteínas condensadas ou aglutinadas. No caso, o fenômeno ocorre no citoplasma de hepatócitos em um paciente alcoólatra crônico. O álcool, se ingerido em altas doses, pode levar à precipitação de proteínas do citoesqueleto, que normalmente não são visíveis em microscopia óptica. Estas formam então os corpúsculos hialinos de Mallory, um manifestação morfológica altamente característica, mas não patognomônica, da ação tóxica do etanol sobre o fígado. (Patognomônico significa uma lesão absolutamente característica e exclusiva de uma determinada doença. Em Medicina em geral, e em Anatomia Patológica em particular, muito poucas alterações podem ser consideradas patognomônicas.) Além dos corpúsculos de Mallory, estes hepatócitos mostram também esteatose, ou seja, acúmulo de gorduras neutras no citoplasma, na forma de vacúolos grandes, arredondados e opticamente vazios. O material hialino está muitas vezes junto aos vacúolos de gordura. A esteatose é outra manifestação dos transtornos metabólicos causados pelo álcool.


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